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José Roberto faz série de questionamentos ao governo Eder durante discurso na Câmara

O vereador José Roberto Foto: Will Assunção/JUP

Na sessão desta sexta-feira (23), o vereador José Roberto (MDB), membro da bancada da oposição e indicado como provável nome para liderar a oposição nas próximas eleições municipais de 2020, iniciou seu pronunciamento rebatendo a fala do prefeito de Jussiape Eder Jakes (MDB), na qual chamou de populista o discurso da oposição, em um pronunciamento proferido durante a sessão plenária do dia 16, na volta do recesso da Casa.

José Roberto indagou se é um discurso populista questionar a cerca do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) em Jussiape, que, segundo o vereador, funciona precariamente com apenas dois motoristas revezando em uma escala de 24h. “Ele (Eder) mesmo assumiu que o SAMU está funcionando de forma irregular”, apontou José Roberto.

O vereador emedebista afirmou que o prefeito também reconheceu que as diárias dos motoristas da área da Saúde e de outros funcionários da Prefeitura é um direito. Logo, o prefeito não poderia afirmar que as vantagens em questão não são direitos dos servidores municipais, completou em um tom desafiador.

O emedebista ainda assegurou que o prefeito entrou em contradição ao mencionar a lei de responsabilidade fiscal no que diz respeito aos gastos com o município, ao afirmar que, segundo o parlamentar, devido aos esforços da sua gestão, o município atingiu os 48% dos 54% permitidos, e aproveitou para questionar se pagar essas vantagens aos funcionários da Casa de Saúde vai fazer com que o estabelecido no orçamento seja ultrapassado.

No que tangue o Plano de Carreira dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias, José Roberto realçou a afirmativa do prefeito na qual ele asseverou não poder pagar. No entanto, o vereador emedebista lembra que o prefeito “não menciona que se reuniu com os vereadores e garantiu que reduziria os benefícios previstos no plano para projetar outro novo”.

Sobre a adequação de alguns funcionários da Educação, que conquistaram o cargo de servente através de concurso público há mais de dez anos no município, mas que atualmente atuam como professores em sala de aula, José Roberto disse que o prefeito simplesmente não resolve porque não quer.

Segundo o vereador, o prefeito poderia apelar a uma portaria e nomear esses serventes para os cargos de professores, com a justificativa de que eles adquiriram formação de professor em nível superior e, segundo o vereador, já lecionam há mais de dez anos.

José Roberto se contrapõe ao governo Eder ao afirmar que é estratégia do prefeito sugerir que o problema seja levado a instâncias jurídicas, já que dessa forma uma possível ação movida pelos funcionários seria atropelada pela lentidão da Justiça no país.

O vereador Jadiel Mendes (PSD), no entanto, sugeriu a José Roberto, como possível solução para o impasse dos funcionários da Educação, que a Câmara se reúna com o promotor para resolver o impasse que envolve servidores públicos de Jussiape. O vereador José Roberto, contudo, sugeriu que o prefeito também participasse do encontro. O emdebista pediu ainda para incluir como pauta da reunião o plano dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.

Sobre a denúncia de irregularidades do transporte público no município, o vereador José Roberto disse não ter visto o prefeito se pronunciar em defesa do seu governo. “A linha da Cana Brava está recebendo quase R$ 5 mil”, observou José Roberto. E reitera ao dizer que o ônibus que fazia, até dezembro de 2017, o transporte da Cana Brava é o ônibus do programa Caminhos da Escola, indaga José Roberto ao questionar sobre o motivo de recursos da licitação ser direcionados a um serviço prestado com um transporte da Prefeitura.

José Roberto continua ao afirmar que a comunidade da Bananeira mantém também uma linha irregular. O Coité, povoado do município com previsão para funcionar apenas três linhas, possui sete, indicou o vereador. Ainda de acordo com o parlamentar, existe uma representação, fruto de uma denúncia, protocolada no Ministério Público.

José Roberto aborda a limpeza pública do município ao afirmar que as ruas da cidade continuam sujas, mesmo depois do prefeito ser questionado. “O município arrecadou, em 2017, em taxa de arrecadação do solo R$ 75.320,00”, completou.

“O cemitério está uma vergonha, nem respeito com os mortos estão tendo mais”, dispara José Roberto ao tratar da manutenção do Cemitério de Jussiape. Ao criticar a situação das estradas que dão acesso às diversas comunidades rurais de Jussiape, o vereador disse acreditar ser “uma rixa comigo, porque sou vereador e filho de lá”, pontuou.

Os ataques proferidos ao governo Eder atingiram também a primeira-dama Hilda Rejane. O vereador José Roberto questionou a extensão da influência da primeira-dama ao citar um suposto pedido do prefeito ao vereador Edilando Brandão (MDB) para não citar o nome da primeira-dama em seus pronunciamentos. “Como é que não fala dela, se ela manda em tudo?”, argumenta o emedebista.

“Até dá gancho em funcionário”, completa José Roberto.

O vereador menciona um episódio ocorrido na Casa de Saúde, que, segundo o vereador, preferiu não gravar, mas afirmou ter observado que a administradora do hospital disse 18 vezes o nome da primeira-dama, duas vezes o nome do prefeito, e não citou em nenhum momento o nome da secretária de Saúde. “Para vocês entenderem quem manda no município”, finalizou.