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A primeira vez a gente nunca se esquece

Lembro-me do dia em que publiquei pela primeira vez um emaranhado de ideias em uma lacuna albugínea, que viria a ser meu primeiro blog, o Universo Paralelo. Não tinha ainda uma ideia muito bem definida do que eu iria tratar naquele espaço branco e infinito. Ele falava de tudo: de política a cultura pop e, inclusive, de metafísica.

Eu tinha 17 anos e fazia o curso pré-vestibular no Colégio Oficina, em Salvador. Foi um período conturbado, já que tinha descoberto que liberdade é um dos sentimentos mais valiosos que o ser humano pode abrigar dentro de si. Algum tempo depois, me desfiz daquele que, por longos anos, havia sido meu confessionário. Já não era mais um adolescente e tinha deixado um pouco de lado minhas dores de estimação.

Agora, escrevia profissionalmente para a imprensa baiana, e, talvez, por conta disso, não havia sobrado tempo em minha vida para depositar impressões próprias no meu legado repleto de particularidades. Quem sabe, por ele trazer a tona uma herança verdadeira e intensa da minha adolescência, a respeito das minhas questões existenciais, eu decidi desfazê-lo.

Mas, agora, por algum motivo aparentemente desconhecido, o Universo Paralelo, como se chamava meu antigo blog, está de volta. Dessa vez, em formato de coluna, aqui, na Jussi Up. Reformulado e com uma nova proposta de exibir minhas impressões sobre a vida, ele apresenta um Will mais amadurecido e com outras impressões existenciais. Costumo dizer que ninguém deve esperar grandes surpresas vindas de mim, eu sou alguém muito previsível. Despejarei nestes fragmentos todas as impressões no que concerne o que eu já vivi. E, se tratando disso, o impossível é o esperado.

Sejam bem-vindos ao meu universo particular.

Grande abraço
Will Assunção