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O uso da vírgula em conjunções


Se colocar à cabeça da oração as conjunções adversativas porém, todavia, contudo, entretanto (com valor adversativo) e a locução conjuntiva no entanto, só se usa vírgula antes da ocorrência.

Vamos aos exemplos:
Pode enviar nova versão, contudo a publicação ficará atrasada.

Apesar disso, deve observar-se que, ao contrário de mas, o estatuto de conjunção atribuído pela gramática tradicional às outras palavras é discutível e, por isso, Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa, 2003, pág. 322) prefere chamar-lhes advérbios textuais ou discursivos. 

Em Portugal, o Dicionário Terminológico inclui-os mesmo numa subclasse advérbios, a dos advérbios conectivos. Tendo em conta esse carácter adverbial, é aceitável que porém, todavia, contudo e no entanto surjam entre vírgulas, mesmo no começo de uma oração, situação impossível com mas (o asterisco marca pontuação inaceitável).

Vamos ao exemplo:
Pode enviar nova versão, contudo, a publicação ficará atrasada.

Se tais advérbios conectivos ocorrerem noutra posição na oração, usam-se sempre entre vírgulas:

Vamos ao exemplo:
Pode enviar nova versão; a publicação, contudo, ficará atrasada.

Quanto à sequência «como por exemplo» não há um critério rígido:
Tenho vários passatempos(,) como por exemplo fazer paciências e ver televisão.
Tenho vários passatempos(,) como, por exemplo, fazer paciências e ver televisão.

Antes de mas, porém, todavia, contudo, entretanto e no entanto, pode também empregar-se ponto-e-vírgula e até ponto final (ver Cunha e Cintra, op. cit., pág. 643):

(i) Toda a equipa queria sair mais cedo; todavia(,) uma tarefa de última hora apareceu.

(ii) Toda a equipa queria sair mais cedo, e já havia planos de ir em conjunto a um restaurante da moda. Todavia, uma tarefa de última hora estragou os planos de todos.

Em (ii), dado o carácter adverbial de todavia, acima apontado, é aconselhável uma vírgula.