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Investimento na fachada e no interior da Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde confere nova tonalidade à capela

Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde Foto: Will Assunção/JUP

A fachada e o interior da Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde, patrimônio de maior relevância arquitetônica de Jussiape, localizada na praça Rodrigo Alves Teixeira, no centro de Jussiape, ganhou uma nova tonalidade. A cor escolhida para a fachada da capela conferiu ao patrimônio uma tonalidade branda e melhorou a sua estética. A obra foi custeada pela Prefeitura Municipal de Jussiape e aprovada pelo padre Gilvânio de Almeida, pároco do município.

A construção da Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde é datada da segunda metade do século 19, entre os anos de 1863 a 1866, e teria sido erguida por mão de obra escrava. O desenho original do prédio é de arquitetura religiosa portuguesa, classificado como neoclássico com forte influência do barroco rococó. No entanto, nos anos de 1970, a capela sofreu uma intervenção na sua arquitetura, o que ocasionou a perda das suas características originais.

Até o início da segunda metade do século 20, a capela mantinha um adro guarnecido de uma mureta. Além de apresentar uma capela-mor e duas sacristias (mantidas até hoje em suas laterais). Havia também três portas superpostas por igual número de janelas. Já no ano de 1866, chegava à Fazenda do Gado a imagem de Nossa Senhora da Saúde, que segundo tradição oral, teria sido doada pelo major José Joaquim da Silva Júnior. A santa teria vindo de Portugal e trazidas por tropas até Jussiape.

A primeira missa com a presença da imagem de Nossa Senhora da Saúde foi celebrada pelo padre Paranhos, no mesmo dia da chegada da imagem. Em 1866, o altar-mor da Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde de Jussiape teria sido conduzido por tropas até Jussiape, segundo registros históricos.

O seu altar-mor é único no mundo, segundo o Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia, e é inspirado na Colunata de S Pedro de Roma. O altar que, de acordo com pesquisas recentes, teria vindo diretamente de Portugal está incompleto, se comparamos a sua estrutura integralizada, pois, segundo consta a tradição oral, a parte adjacente do altar não coube na capela. No entanto seu destino é incerto e alimenta várias teorias.

É provável que o arquétipo do altar veio de Portugal através de embarcações, atravessando o oceano Atlântico até Salvador, capital da Bahia. Logo depois foi transportado em lombos de animais até Bandeira de Mello, povoação do município de Itaeté, no início do século 20, e, de lá seguiu, conduzido por tropas, até a Fazenda do Gado, hoje Jussiape.

A imagem de Nossa Senhora da Saúde, Padroeira de Jussiape, também teria sido trazida a Jussiape por escravos, ainda na segunda metade do século 19.

No próximo dia 2 de fevereiro, a tradicional Festa de Nossa Senhora da Saúde consagrará uma tradição secular, que remonta o século 19. A manifestação religiosa comemora 152 anos em 2018. A sua história começa com a chegada da imagem de Nossa Senhora da Saúde a Jussiape, trazida de Portugal, no dia 2 de fevereiro de 1866.

No dia 1º de fevereiro, a imagem de Nossa Senhora será coroada e no dia 2, será realizada a missa festiva, que culmina os festejos, em honra à Nossa Senhora da Saúde.