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Após temporada em Floripa, fotógrafo dá dicas imperdíveis de como aproveitar o verão na Ilha da Magia

Piscina natural da Praia Barra da Lagoa Foto: Will Assunção/JUP

O ano de 2016 promete ser ainda mais quente do que o de 2015 e o verão em Florianópolis registra altas temperaturas, o que atrai os próprios florianopolitanos e turistas de vários lugares do Brasil e do mundo. Pela cidade, no primeiro dia do verão, a agitação dos visitantes pôde ser notada pelas diversas praias que a Ilha oferece, nos receptivos turísticos e em diversos espaços públicos.

Mas antes de mais uma única palavra sobre a estação mais charmosa da Ilha, é necessário dizer que eu abri mão de tudo (trabalho, conforto de casa, família, amigos e o amor da minha labradora – o que, mesmo sendo um grande sacrifício ter que deixar por algum tempo Antonieta, a minha filha de quatro patas, eu me aventurei) para viver por uma temporada em Florianópolis (SC). A estação escolhida para explorar um dos litorais mais belos do Brasil não poderia ser outra: foi justamente o verão que eu decidi viver uma das minhas melhores experiências da vida.

Decidi deixar a Bahia e São Paulo e partir para o sul do Brasil após um convite de um amigo para, no segundo trimestre de 2016, viajar pela América Latina e Europa, inicialmente, e, em seguida, EUA.

Aglomerado de rochas na Praia da Joaquina Foto: Ygor Reis/JUP

Como fotógrafo, eu gosto de registrar tudo que vejo pela frente, pode ser de gente, manifestações culturais ou cenários deslumbrantes. E, talvez, por isso eu tenha escolhido Florianópolis para clicar. Dediquei-me à fotografia após concluir meu curso de graduação em Turismo na Cidade do Salvador, na Bahia. Apesar de ser apaixonado por jornalismo e comunicação, investi em um curso que poderia fazer infinitos trabalhos, incluindo viajar, produzir imagens, escrever e me comunicar de infinitas maneiras. A partir daí, decidi me especializar em Comunicação e me aperfeiçoar na oitava arte.

Desde então, eu tenho chamado a atenção do público pelas minhas fotografias repletas de detalhes e contextualizações sociais. Comecei a registrar cada passo que eu dava pelo país e, nesses meus registros, incluem-se beleza, dor, fúria e cenários surreais. Foi daí que surgiu o desejo de fotografar um dos destinos mais encantadores do Brasil, a Ilha de Florianópolis. 



A ideia era alugar uma casa por um tempo indeterminado em um ponto estratégico da Ilha que se comunicasse com todo o resto da cidade, e eu tive a sorte do meu amigo, que dividiu o aluguel comigo, ter escolhido exatamente o bairro da Lagoa da Conceição – área central da Ilha – para nós passarmos esta temporada. Como ele já morava lá por algum tempo, ficou mais fácil de planejar a viagem e, então, eu pude curtir com mais tranquilidade cada instante desta aventura.

ARRUMANDO AS MALAS
Se você gosta de simplicidade e conforto dos pés à cabeça, fique tranquilo, Florianópolis é um lugar onde as pessoas prezam pela leveza na moda e na alma. Por lá, é muito comum todos frequentarem pubs, cinemas, restaurantes ou até mesmo lugares badalados com um visual mais despojado. Bermuda-camiseta-tênis-ou-chinelo pode ser uma ótima combinação para ir até ao café mais requintado da Ilha.

E lembre-se, apesar de o estado de Santa Catarina estar localizado no sul do Brasil, o verão de Florianópolis alcança facilmente os 35º C por dias seguidos. Não se esqueça do protetor solar, roupas claras e leves e, para garantir quaisquer intempéries da natureza, coloque na mala um casaco de algodão, algo casual para eventualidades ou compromissos que possa ter.

Estampas se destacam no verão da Ilha da Magia Foto: Will Assunção/JUP

EMBARQUE E DESEMBARQUE
A depender de onde você embarque não é necessário fazer escalas ou conexões. No entanto quem partir de regiões mais distantes deverá provavelmente fazer de uma a duas conexões em aeroportos de São Paulo, Belo Horizonte ou Brasília. Se o intervalo do seu voo acontecer em São Paulo, você deve prestar atenção, pois é bem provável que você desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos e tenha que pegar outro avião no Aeroporto de Congonhas.

Bairro Lagoa da Conceição Foto: Ygor Reis/JUP

Geralmente as companhias aéreas oferecem o translado para passageiros de um aeroporto para o outro em um ônibus que sai eventualmente a cada 50 min. Você deve fazer seu check-in com pelo menos uma hora de antecedência do seu embarque ou, se preferir, pode fazê-lo pela internet. O importante é chegar cedo ao aeroporto e evitar transtornos na hora da viagem.

Seu pouso acontecerá no Aeroporto Hercílio Luz, na Ilha, que mesmo oferecendo uma estrutura relativamente pequena comparada a quantidade de pessoas que transitam por ali durante o verão, tudo costuma funcionar além de ser muito fácil de encontrar táxis. Uma dica que eu não posso deixar de oferecer é de aproveitar a vista do avião no momento do pouso: faixas enormes de areia cobertas por uma vegetação com uma tonalidade verde intenso.

A ILHA E O CONTINENTE
A cidade de Florianópolis é dividida entre o Continente e a Ilha da Magia. O apelido de “Ilha da Magia” comprova a grandeza de suas belezas naturais e o encanto do seu povo. A cidade começa no Continente e termina na Ilha, que é ligada por um complexo de três pontes. Dividida entre parte norte, sul, leste e oeste, é bastante comum os moradores fazerem referência a um local utilizando os pontos cardeais da própria Ilha.

Trapiche da Lagoa da Conceição se torna um dos pontos de encontro entre turistas e locais durante o verão Foto: Will Assunção/JUP

Construída para substituir o antigo serviço de ligação por balsas, a ponte Hercílio Luz, um dos principais cartões postais da capital catarinense, liga a porção insular da ilha de Santa Catarina à parte continental do estado. Na noite do Réveillon, cascatas de fogos de artifício iluminam o patrimônio histórico considerado como uma das maiores pontes pênseis do mundo e a maior do Brasil. Floripa também oferece atrativos como dunas e praias de areias finas e brancas – um total de mais de 40 -, além de morros, lagoas, montanhas e manguezais.

MOBILIDADE URBANA
Considero o sistema de transporte em Florianópolis muito bom. Os ônibus são pontuais (eles seguem horário marcado para sair e chegar em cada ponto, o que se torna muito útil, já que em poucas capitais do Brasil o itinerário do sistema de transporte público não funciona desse jeito). Se você preferir ainda, pode baixar no seu smartphone aplicativos e ter em mãos os horários de todos os ônibus que circulam pela Ilha. Mais fácil impossível.

Trapiche da Lagoa da Conceição Foto: Will Assunção/JUP

No entanto quem estiver em Florianópolis em pleno verão vai perceber que as filas, ou trânsito, como eles costumam chamar os congestionamentos, se tornam um inferno para os motoristas que não saíram cedo de casa. Em um trajeto que você faria em menos de 15 minutos, em dias normais, pode durar até 2h30 nos meses de janeiro a março, a depender do fluxo de carros do dia. O recomendado é que, durante a alta temporada, quem quiser aproveitar mais tempo deve sempre sair antes das 7h e retornar dos passeios antes das 19h para evitar pegar longos engarrafamentos e chegar em casa após às 23h.

Outra impressão que ficou muito nítida na Ilha é que os nativos têm certa indisposição, ou preguiça, de se deslocar de um bairro ao outro. Não importa o quão distante é, eles sempre dirão que é longe. O que poderá ajudar a qualquer um se locomover durante a estadia pela Ilha, como se já fosse um nativo, são os aplicativos de mapas off-line; há uma variedade deles grátis para baixar com opções de navegação para pedestres e motoristas.

A cordialidade é uma das marcas do manezinho Foto: Ygor Reis/JUP

O MANEZINHO
O termo é utilizado popularmente para designar os nativos de Florianópolis que, diga-se de passagem, são muito gentis e prestativos. Recém-chegado à Ilha e bastante ansioso para conhecer os lugares, eu não tive receio e saí pedindo informações aos locais. Eles foram muito receptivos ao dizer, por exemplo, o que abria e fechava na noite de Natal e nos feriados com destreza e um sotaque encantador de desejar ficar por horas seguidas ouvindo-os conjugarem corretamente o verbo na segunda pessoa. “Se tu queres ir mesmo é bom chegar cedo, né?”.

Recatados, eles se diferenciam de todo o resto do país não apenas pelo seu jeito sereno de viver e pelo privilégio de morar em uma das ilhas mais lindas do Brasil, mas pelas expressões locais. É bem provável que você irá ouvir um “dae”, em vez de “oi”, “e aí”, ou, “tudo bem?”. Em vez de congestionamento, é “fila” e quando o florianopolitano deseja elogiar uma mulher, ele diz que ela é uma “baita guria”. Além de “toda a vida” para indicar longas distâncias.

A cordialidade é uma das marcas do manezinho Foto: Ygor Reis/JUP

OS BAIRROS

Lagoa da Conceição, bairro de Florianópolis Foto: Will Assunção/JUP

A primeira impressão de que se tem é que cada bairro possui uma peculiaridade especial e, portanto, tende a agradar a qualquer um que procura por algo de específico na Ilha. Seja por sombra e água fresca a águas límpidas e festas regadas ao alto luxo. Basta saber escolher o lado “certo” de Floripa.

A Lagoa da Conceição seria o bairro boêmio e residencial com mansões onde o verde prevalece junto ao estilo arquitetônico moderno. É um lugar multicultural, cercado de uma áurea poética e cultural, onde turistas e moradores convivem, em harmonia, pelas ruas ocupada por artistas. Possui infraestrutura turística e de serviços, com bares e restaurantes, casas noturnas, comércio, além de opções de hospedagem descoladas e muitos imóveis para locação de temporada.

Lagoa da Conceição, bairro de Florianópolis Foto: Will Assunção/JUP

Lagoa da Conceição, bairro de Florianópolis Foto: Will Assunção/JUP

O Jurerê e o Jurerê Internacional, localizados ao lado esquerdo da Ilha, são os famosos pelas marés mais calmas e pelo requinte. Quem estiver acompanhado de criança e quiser aproveitar a praia com mais tranquilidade, o Jurerê pode ser uma ótima opção. Se a ideia for usufruir do maior conforto e luxo, o Jurerê Internacional é o que há de mais apropriado.

O bairro do Ingleses é a parte da Ilha onde os surfistas são seduzidos pelos swells (ondas grandes e apropriadas para o surfe). Já o Campeche, existem dois locais indicados para quem quer aproveitar as ondas e a badalação: o Pico do Surf, ao sul da Avenida Pequeno Príncipe, onde acontecem vários campeonatos; e o Riozinho do Campeche, conhecido pela agitação e muita música. O Centro é o marco histórico, político, comercial e cultural da cidade. Logo quando cheguei imaginei um lugar repleto de prédios e com uma imensa rede de negócios. E eu estava certo.

Litoral catarinense Foto: Ygor Reis/JUP

PRAIAS E SUAS PECULIARIDADES
Oficialmente, o litoral da capital catarinense possui 42 praias. Mas há quem diga que certamente há mais. O que acontece com todos, incluindo os nativos, turistas e visitantes, é que eles acabam elegendo duas ou três praias para frequentarem durante todo o verão. Listei as praias de minha preferência que acabaram se tornando recorrentes em minha estadia na Ilha da Magia, cada uma com suas peculiaridades; veja:

Joaquina: A Joaca, como foi apelidada pelos nativos, é o reduto dos surfistas, além de ostentar grandes dunas de areias brancas e finas – o que permite a prática de sandboard, o surfe nas areias. As pranchas para o esporte podem ser alugadas no local, onde os proprietários também dão algumas dicas para os iniciantes. Na Joaquina, as ondas costumam ser largas, fortes e com bastante repuxo, podendo levar os banhistas mar adentro; mesmo estando na parte rasa.

Praia da Joaquina Foto: Ygor Reis/JUP

Praia da Joaquina Foto: Ygor Reis/JUP

Praia da Joaquina Foto: Ygor Reis/JUP

Praia da Joaquina Foto: Ygor Reis/JUP

Praia da Joaquina Foto: Ygor Reis/JUP

A área possui boa infraestrutura de meios de hospedagem, bares e restaurantes. Com águas geladas, suas ondas já foram dropadas por grandes nomes do surfe, sendo sede de campeonatos nacionais e até mundiais. Os eventos de surfe, realizados desde a década de 70, deram reconhecimento internacional à Joaquina. É muito frequentada por famílias e turistas de diversos países e nos primeiros meses do ano, as areias da Joaca se tornam palco de eventos esportivos.

Nessa praia, você pode fazer uma pequena trilha em meio ao verde e meditar no aglomerado de rochas, situado à esquerda da praia, e que chama a atenção pelo tamanho das pedras e pela sua beleza singular. No fim do caminho, existe uma espécie de mirante com um visual deslumbrante que fica escondido das vistas da maioria das pessoas que frequentam o local.

Mole: À primeira vista, a praia parece ficar distante da civilização, além de possuir um cenário repleto de morros encobertos de verde. O mar, assim como o da Joaca, é perigoso. Com beach lounges espalhados pelas areias, a Mole tem a simplicidade pouco vista no Jurerê Internacional.

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Barra da Lagoa: Próxima praia após a Mole, ela tem ondas mais calmas e oferece vários restaurantes especializados em frutos do mar. Vale a pena passar o dia todo nas areias repletas de famílias que procuram pela tranquilidade. No início do verão, o pôr do sol da Mole pode ser comtemplado a partir das 18h45 e se estende até as 19h50.

Praia Barra da Lagoa Foto: Will Assunção/JUP

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

 Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Praia Barra da Lagoa Foto: Will Assunção/JUP

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Florianópolis Foto: Will Assunção/JUP

Praia Barra da Lagoa Foto: Will Assunção/JUP

Praia Mole Foto: Will Assunção/JUP

Praia Barra da Lagoa Foto: Will Assunção/JUP

Campeche: Possui uma larga faixa de areia e há ondas propícias para quem está começando a surfar. No local, existem muitas casas e logo à frente pode ser vista a Ilha do Campeche, lugar excepcional coberta por verde e visitada, sobretudo, por conta de suas trilhas ecológicas e inscrições rupestres.

Jurerê Internacional: É a praia onde se esbanja glamour e sofisticação. É famosa por ter charmosos beach lounges. Com a faixa de areia estreita e o mar calmo, é ideal para quem deseja apenas descansar nas águas geladas do litoral catarinense. Quase todos os lounges oferecem serviço de praia, com aluguel de cadeiras e espreguiçadeiras. Mas prepare o bolso, o valor dos serviços é a única coisa que pode não pode agradar o visitante. 

ESPORTES
Você pode até torcer ou ter ouvido falar do Avaí, ou Figueirense, famosos clubes de futebol de Florianópolis. Mas esqueça um pouco o futebol, pelo menos aprenda a ter em vista outros esportes, como o surf, o skate e até, acredite, o rugby. Por onde quer que você ande em Floripa, haverá sempre um skate ou uma prancha à vista. Eu tive muita sorte por ser apaixonado por surf e muita empatia pelo skate. Inclusive, há pistas para praticar o surf de quatro rodinhas em diversos pontos da cidade. 

O surf chega a ser um estila de vida na Ilha Foto: Ygor Reis/JUP

SAMBA E CARNAVAL
A folia assume várias formas na Ilha da Magia e oferece ao folião diversas opções para todos aproveitarem ao seu modo a festa momesca. Antes mesmo da data oficial da folia, os ensaios das escolas de samba e dos blocos tomam conta da Ilha da Magia. O público ganha uma prévia do que irá acontecer durante a festa mais popular do Brasil.

A Lagoa recebe sempre alguns ensaios, como o da União da Ilha Magia. Enquanto o samba rola solto na praça, moradores e turistas se reúnem para aproveitar a programação cultural organizada pela Prefeitura e têm uma prévia do Carnaval. A cidade conta com aproximadamente 10 escolas de samba, com apresentações feitas nos dias de carnaval. O local dos desfiles é, desde 1987, a passarela Nego Quirido, no bairro da Prainha.

Bandeira da Escola União da Ilha da Magia Foto: Will Assunção/JUP

O carnaval de Florianópolis é considerado uma das festas mais completas do Brasil. Além das apresentações das escolas de samba, o evento tem apresentações para todos os gostos. Há, por exemplo, o conhecido Carnaval de Salão, uma opção para os foliões que preferem marchinhas e ritmos mais movimentados, como frevo e axé. O público pode aproveitar a folia de rua que reúne uma multidão em diversos blocos na irreverência do carnaval de Floripa.

Há também a opção de curtir o Carnaval na praia, ou em casas noturnas e bares, ao som da música eletrônica ou de bandas, à beira-mar. Ainda existem várias festas voltadas especialmente ao público LGBT, já que Florianópolis é considerada um dos principais destinos turísticos gay friendly do país.

DUNAS
Consideradas como áreas de preservação permanente, as dunas encabeçam a lista dos mais importantes atrativos turísticos de Florianópolis. E para quem acabou de chegar à Ilha e está com o desejo incessante de desbravar o lugar, as dunas que separam a praia da Joaquina da Lagoa da Conceição é um prato cheio para qualquer explorador com ânsia de aventura. Isso porque naquelas areias brancas e muito finas, a prática de sandboard, também conhecido como “surf de areia”, é ideal.

Dunas da praia da Joaquina Foto: Will Assunção/JUP

Existe uma trilha pelas areias, mas é sempre bom ir acompanhado por algum guia de turismo, ou alguém que já conhece o local. A melhor opção é ir com pouco peso e munido de água, além de estar sempre protegido do sol, que nesta época do ano é muito forte. Há também dunas na Praia dos Ingleses, Praia do Santinho, Praia de Moçambique, Praia do Campeche, Praia da Armação e na Praia do Pântano do Sul.



DESPEDIDA
Foi difícil deixar a Ilha da Magia e sua mansidão, após viver por longas e deliciosas semanas no que eu considero ser um “refúgio para a alma”. Mesmo sabendo que retornarei ao recanto sagrado e que há, pela frente, vários lugares para eu ainda explorar – além de escrever e fotografar – chega a ser dramático abandonar um lugar que se ouve surf music ao som de um ukulele e a vida passa mais devagar.  

Praia da Joaquina Foto: Ygor Reis/JUP