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Editor da JUP defende 'quebrar tabu' sobre atentado em Jussiape

Caminhada realizada em 2013 homenageou vítimas de atentado Foto: Will Assunção/JUP

O editor da Jussi Up Press William Assunção defende que a tragédia de 24 de novembro deva ser discutida – no que denomina de “quebrar o tabu” – para que o evento seja entendido e superado. Para o editor, todos precisam compreender o ocorrido para que um evento trágico, com tais características, nunca se repita.

Assunção pontua que entender requer clareza e razão, pois a emoção deve ser isentada no momento da apuração. “Toda tragédia deve ser relembrada, estudada e tratada com seriedade, além de entendida e analisada pela lente do jornalismo, pois pertence à história da humanidade”, pontua. E continua dizendo que “é dever do jornalismo quebrar tabus e desmistificar certos paradigmas que ganham força no desfecho da própria história”.

Em 2015, a agência de notícias Jussi Up Press produziu um especial, que traz uma retrospectiva sobre o atentado de 24 de novembro de 2012, caracterizado por uma série de ataques, que deixou quatro pessoas mortas, e outras três feridas, após o atirador Claudionor Galvão de Oliveira alvejar três pessoas do grupo político liderado por Procópio Alencar, além de deixar feridos dois policiais militares.

Caminhada, em 2013, homenageou vítimas de atentado
Em 2013, após um ano do atentado, as vítimas da tragédia de 24 de novembro foram lembradas. Em 24 de novembro de 2013, Ordelange Pereira, uma das vítimas do atentado, foi homenageado pelo prefeito de Jussiape Gilberto Freitas, no estádio do município, que passou a levar o seu nome. 

Ordelange Pereira foi lembrado como atleta de destaque. Em seguida, a população reunida saiu da Casa de Saúde Ana Medrado Luz, na Praça 9 de Julho, em direção aos pontos onde aconteceram as mortes. A rua Direita, onde Ordelange foi morto, recebeu a primeira visita da caminhada, que reuniu amigos e a família, além da população que se solidarizou. No local foram acesas velas e deixadas flores. Joelma Carvalho, esposa de Ordelange, esteve presente e foi acompanhada pelo seu filho mais velho, Patrick Carvalho, além de familiares e amigos durante todo o trajeto realizado. Muito emocionada, Joelma ficou amparada a maior parte do tempo. Já na Praça Cleriston Andrade, local onde a primeira-dama foi vitimada, e na rua José Joaquim Seabra, onde fica localizada a casa e o consultório que pertenceu ao médico Procópio Alencar, e onde ele foi alvejado, foram acesas velas e depositadas flores nas calçadas.

O deputado federal José Rocha (PR-BA) esteve presente e fez honras em memória das vítimas. Em pronunciamento, Gilberto Freitas estendeu uma flor e disse que aquele era um símbolo da amizade com Procópio com que dividiu não somente a vida pública, mas possuía uma grande afeição e admiração na vida pessoal. Alguns vereadores de Jussiape também estiveram presentes no evento em memória às vítimas da tragédia. No cemitério da cidade, amigos, familiares e pessoas que se solidarizaram levaram flores, acenderam velas e realizaram orações.

Abalada emocionalmente, Joelma proferiu algumas palavras em memória do seu esposo. Ajoelhada e, em lágrimas, ela fez orações e se lembrou dos momentos com Ordelange. “Eu lembro dele a todo momento, gente. Na hora que tomo banho, na hora de comer, na hora em que acordo, toda hora”, disse fragilizada. Com a população reunida, orações e pronunciamentos em memória das vítimas foram proferidos. A cidade amanheceu nublada e algumas pessoas, que não acompanharam as celebrações, alegaram não conseguir compartilhar tamanho momento de tristeza e dor.