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Trajetória de crimes sexuais cometidos pelo ex-vereador de Jussiape Adson Muniz é destaque no Fantástico



A trajetória de crimes sexuais cometidos pelo ex-vereador de Jussiape Adson Muniz em diversos estados brasileiros foi destaque no Fantástico deste domingo (15).

Adson Muniz Santos, 34, foi preso na última quarta-feira (11), acusado de ter sequestrado, assaltado e estuprado uma mulher após se passar por um agente federal na capital paulista.

Na sexta-feira (6), por volta das 19h30, Muniz utilizou um distintivo falso e uma arma de brinquedo para abordar uma mulher, de 48 anos, que cruzava a rua Augusta, localizada em uma área nobre da cidade, após sair do estacionamento da Casa Santa Luzia, empório de luxo tradicional do bairro Jardins, na zona oeste de São Paulo.

Adson também é acusado de ter estuprado outra mulher no último dia 2 em um quarto de hotel na rua da Consolação, localizada em uma famosa região de São Paulo. De acordo com a polícia, a vítima foi abordada por ele há cerca de dois meses no aeroporto de Congonhas, na zona sul, quando Muniz se apresentou como produtor de TV e a convidou para participar de um programa que seria exibido em cadeia nacional. O encontro no hotel foi marcado para uma sessão de fotos, mas, uma vez a sós com a vítima no quarto, ele se tornou agressivo e a ameaçou com uma arma para obrigá-la a manter relações sexuais.

Em uma das várias abordagens, Muniz, que seguia sistematicamente um modo de atrair as vítimas, afirmou que estava produzindo um reality show, que seria transmitido em cadeia nacional, e marcou um encontro com a futura vítima em um shopping em São Paulo. A mulher desconfiou da proposta e avisou o namorado que fotografou o encontro com Muniz. Ele tentou convencer a mulher a ir com ele a um hotel, onde seria realizada uma espécie de teste para o programa. A jovem se recusou, e, dias depois, soube da prisão e dos crimes praticados pelo maníaco.

Outra vítima, a gerente de vendas Juliana Maciel, de 37 anos, foi abordada quando estava parada em uma semáforo na rua Abílio Soares, por volta das 14h da última terça (10). “Eu não abri a janela, foi minha sorte”, contou à imprensa. Ela ainda conseguiu fotografar Muniz e, em seguida, as imagens foram publicadas em grupos de WhatsApp e logo se espalharam pelas redes sociais.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Adson não tem residência fixa em São Paulo e estaria hospedado em um hotel. Ele foi preso próximo ao estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, em uma operação que mobilizou mais de 50 homens.

Classificado como “predador sexual” pela delegada Christine Nascimento Guedes Costa, o ex-vereador Adson Muniz Santos é de Caraguataí, distrito de Jussiape, e até o momento foi reconhecido por 21 mulheres, segundo informações da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, localizada no centro de São Paulo. No entanto a polícia não descarta a possibilidade de haver mais vítimas, portanto, o número de mulheres abusadas por Muniz pode aumentar, já que outros casos contra o suplente de vereador nos estados de Goiás, Rio de Janeiro e Bahia foram registrados pela polícia.

Ainda de acordo com a polícia, as vítimas teriam sofrido ataques semelhantes ao do último dia 6. O ex-vereador admitiu ser ele nas imagens gravadas por câmeras de segurança, mas negou ter estuprado as mulheres ou ter se passado por produtor de TV. Na saída da delegacia, Adson afirmou nunca ter matado ninguém e que seu foco é se tornar candidato à Presidência da República para acabar com a corrupção e com as mortes no país. Muniz disse ainda à imprensa que quando foi vereador em Jussiape, ele ajudou bastantes pessoas no município e que a população é testemunha de suas benfeitorias.

O delegado que investiga o caso acredita que Adson agia desde 2012 e costumava abordar as vítimas em aeroportos, clubes e perto de bancos e supermercados. “Ele buscava mulheres com posse e posições sociais mais elevadas e com posse, até porque ele agia na região dos Jardins”, disse Marco Antonio de Paula Santos, seccional do Centro.