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Pela segunda vez, Claudio Cajado salva Temer de investigação

O deputado federal Claudio Cajado Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados rejeitou na última quarta-feira (25) a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no dia 14 de setembro, em que o peemedebista é acusado de participação em organização criminosa e obstrução à Justiça.

Eram necessários 342 votos para que o Supremo Tribunal Federal (STF) pudesse continuar as investigações, mas apenas 251 deputados votaram contra o peemedebista ao apreciar o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), a favor do arquivamento.

Assim como na primeira denúncia, o Planalto se empenhou em atender a demandas de deputados por cargos e por emendas parlamentares. Cerca de R$ 812,1 milhões foram empenhados em outubro. O valor é 314% maior do que o do mesmo período do ano passado, quando foram liberados R$ 257,9 milhões.

De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), Temer e integrantes do chamado “PMDB da Câmara”, incluindo os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco organizaram um esquema que movimentou R$ 587 milhões de propina

Os deputados José Rocha (PR-BA) e Claudio Cajado (DEM-BA), prováveis candidatos a deputado federal em 2018, votaram para salvar Michel Temer.

Com baixa popularidade pelo interior da Bahia, o deputado Claudio Cajado tem evitado o contato direto com multidões por temer reações hostis. Cajado tem sido chamado de “golpista” pelos palanques do interior do país afora. Não muito distante da realidade do seu rival na disputa por uma vaga na Câmara nas próximas eleições, o deputado José Rocha tem adotado uma estratégia que o prive de holofotes.

Com as eleições de 2018 se aproximando, o eleitorado em Jussiape já deve ter em mente alguns possíveis candidatos de sua predileção. Se Éder Jakes anunciar oficialmente o apoio a Claudio Cajado haverá, então, uma escolha a ser feita pelos eleitores: decidir votar em Cajado ou se dar ao trabalho de escolher outros candidatos, descartando o que ganhará o apoio do prefeito no município.

Enquanto isso Temer segue com a proteção do foro privilegiado.

Com o placar favorável, o presidente continua no mandato e as investigações serão retomadas em 2019, quando ele deixar o Palácio do Planalto.