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Escândalo do ‘predador sexual’ faz Jussiape voltar a estampar manchetes nacionais

Câmera registra cotidiano no centro de Jussiape Foto: Will Assunção/JUP

A presença de profissionais da imprensa em Jussiape, pequeno município com pouco mais de 7 mil habitantes no extremo sul da Chapada Diamantina, no sertão baiano, volta a assombrar ou mesmo intrigar a população. Isto porque o município estranhamente tem seguido uma soturna tradição de estampar manchetes nacionais, de tempos em tempos, envolvendo tragédias e escândalos das mais variadas naturezas.

Embora muitos fatos trágicos ocorridos antes de 2012 ostentem todas as características inerentes a uma manchete capaz de ganhar a imprensa internacional, foi somente a partir desse mesmo ano que eventos dramáticos vêm repercutindo de forma estrondosa em todas as mídias no país e lançando estilhaços pelo mundo.

Desde 2012, quando uma tragédia deixou um saldo de 4 mortes, entre elas, a do recém-eleito prefeito do município Procópio Alencar e de sua esposa Jandira Alencar, outros acontecimentos desencadearam fortuitos questionamentos sobre a natureza dos crimes. Alguns especialistas, no entanto, apontam essa violência sendo sistemática, estrutural e endêmica.

Após pouco mais de 2 anos, em 2015, um jovem de 15 anos invadiu uma escola e feriu a golpes de facão o porteiro. A intenção do aluno era atacar a diretora da instituição, que não estava presente, contudo foi contido por alunos e funcionários até a polícia chegar ao local. Não tardou para outro fato mais assustador voltar a chamar a atenção da imprensa e da população. Em agosto de 2016, uma adolescente de 14 anos matou a mãe a pedradas e ateou fogo no pai enquanto dormia. O crime ocorreu no povoado de Paixão. O pai morreria pouco mais de dez dias do ocorrido.

Na manhã desta sexta-feira (13), profissionais de imprensa buscavam uma história, tentavam descobrir quem, afinal, era Adson Muniz. Populares foram entrevistados e incrivelmente Adson foi descrito como um “bom vereador”. Com link ao vivo do centro de Jussiape para um dos telejornais de maior audiência do Estado, a reportagem levantou uma única indagação entre os jussiapenses: até onde Jussiape estará predestinado a escrever a sua recente e consternada história?