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Defesa de Adson Muniz alega que ex-vereador faz tratamento psiquiátrico

            O ex-vereador Adson Muniz Foto: Divulgação/Polícia

O ex-vereador de Jussiape Adson Muniz, 34, foi preso nesta quarta-feira (11), acusado de ter assaltado e estuprado uma mulher após se passar por policial federal com um distintivo falso e portando uma arma para abordá-la no Jardins, na zona oeste de São Paulo.

De acordo com a delegada Christine Nascimento Guedes Costa, da 1ª Delegacia da Mulher, sete vítimas o reconheceram. Elas teriam sofrido ataques semelhantes ao da vítima da última sexta-feira (6). A delegada classificou o ex-vereador Adson Muniz como um “predador sexual”.

Com a descoberta da polícia de novas vítimas, sobe de 5 para 7 o total de mulheres abusadas pelo suplente de vereador pelo Partido Republicano Brasileiro (PRP).

Adson está em prisão temporária na carceragem da 1ª Delegacia da Mulher, órgão responsável pela investigação. Na tarde hoje, o suspeito prestou depoimento à polícia, logo em seguida foi levado para realizar exame de corpo de delito.

Na saída da delegacia, Adson disse que “meu foco é ser candidato a presidente para acabar com a corrupção e que ninguém mate ninguém neste país”.

Adson Muniz disse ainda à imprensa que quando foi vereador em Jussiape, ele ajudou bastantes pessoas no município.



O ex-vereador admitiu ser ele nas imagens gravadas pelas câmeras de segurança, mas negou ter estuprado as mulheres ou ter se passado por produtor de tevê.

O suspeito é acusado também de ter estuprado uma mulher no último dia 2 em um quarto de hotel na rua da Consolação, área nobre de São Paulo.

De acordo com a polícia, a vítima foi abordada por ele há cerca de dois meses no aeroporto de Congonhas, zona sul de SP, quando ele se apresentou como produtor de um programa de TV e a convidou para participar da atração. O encontro no hotel foi marcado para uma sessão de fotos, mas, uma vez a sós com a vítima no quarto, ele se tornou agressivo e a ameaçou com uma arma para obrigá-la a manter relações sexuais.

Segundo a delegada, Adson Muniz não tem residência fixa em São Paulo e estaria hospedado em um hotel. Ele foi preso na manhã desta quarta-feira próximo ao estádio do Pacaembu, na zona oeste.

O caso mobilizou a internet. Imagens do momento em que a mulher foi abordada e fotos do ex-vereador ao lado de um carro falando ao celular também foram amplamente divulgadas nas redes sociais e em grupo dos WhatsApp.

Adson Muniz será indiciado por estupro, estelionato e falsidade ideológica.

O advogado de Adson, Ricardo Salomão, alegou que o ex-vereador toma remédios controlados e que não se lembra dos ataques. “Vamos pegar o laudo médico com a família, que comprova o tratamento psiquiátrico”, disse o advogado.

Um tio do suspeito foi chamado para prestar depoimento na delegacia ainda nesta terça-feira. Segundo a defesa de Adson, ele está aéreo e não fala nada com nada.