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Bandeira vermelha patamar 2 deve continuar em novembro, diz Aneel


O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, afirmou que as contas de luz devem continuar com bandeira vermelha patamar dois no mês de novembro. A bandeira tarifária do mês de novembro será definida na próxima sexta-feira (27). Se essa previsão se confirmar, o consumidor passará a ter uma taxa extra de R$ 5 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. Atualmente, a taxa é de R$ 3,50 a cada 100 kWh.

A Aneel propôs um novo sistema das bandeiras tarifárias que vai passar a levar em conta o risco hidrológico, um dos problemas que causam um custo bilionário ao sistema elétrico. Atualmente, a metodologia leva em conta apenas o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD). Nessa nova proposta, a bandeira verde vai continuar da forma como está, sem taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra vai cair para R$ 1 a cada 100 quilowatt-hora consumidos (kWh). Hoje, o adicional de R$ 2.

No primeiro patamar da bandeira vermelha, o adicional será de R$ 3 a cada 100 kwh, mesmo valor do sistema atual. E no segundo patamar da bandeira vermelha, a cobrança será de R$ 5 a cada 100 kWh, bem maior que a atual, de R$ 3,50 a cada 100 kWh. O novo sistema vai passar a levar em consideração o nível de armazenamento das hidrelétricas, ou seja, a quantidade de água das chuvas que chega aos reservatórios.

O diretor-geral disse que o déficit na conta das bandeiras tarifárias é de R$ 1,7 bilhão hoje. Isso significa que o custo de geração de energia não está sendo coberto nem pelas tarifas, nem pelas bandeiras. Se não houvesse mudança no modelo, como foi feito hoje, a previsão era que esse rombo atingisse R$ 6 bilhões.

Segundo ele, esse déficit pode ser revertido até o fim do ano, com a recalibragem das bandeiras. “Por isso, é prematuro dizer que o déficit da conta das bandeiras pode gerar reajustes mais altos em 2018”, afirmou.