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Com apelo a discursos moderados, sessão tem questionamentos sobre diárias do prefeito e da primeira-dama

O peemedebista Edilando Brandão Foto: Will Assunção/JUP

A sessão plenária na Câmara de Vereadores de Jussiape da última sexta-feira (1º) teve início com um apelo do presidente da Casa Jadiel Carvalho (PMDB) aos parlamentares. O líder da base do governo pediu aos demais vereadores para não recorrerem a discursos intempestivos.

O pedido do presidente do Legislativo pôde ser interpretado como uma clara tentativa de conter os ataques revestidos de denúncias que o governo Éder vem recebendo da oposição, além de questionamentos feitos aos vereadores da base governista. “Eu quero pedir que fale alguma coisa boa para o povo”, disse o peemedebista Jadiel Carvalho ao iniciar a sessão.

Apesar do vereador Edilando Brandão (PMDB) afirmar que entende o que o presidente da Câmara dos Vereadores Jadiel Carvalho teve a intenção de dizer, Brandão afirmou que os vereadores não podem se calar. “Mas, também, a gente não pode ficar calado apanhando, não”, pontuou o vereador que é oposição ao governo.

Brandão ainda utilizou a tribuna para questionar os gastos do prefeito e da primeira-dama com diárias que, segundo o peemedebista, somados contabilizam R$ 25.350. “Se fosse para eu querer fazer uma denúncia, eu faria uma denúncia da primeira-dama. Eu faria a denúncia dele [prefeito], que não trabalha no município. Eu não iria fazer uma denúncia de um pobre coitado que só ganha R$ 400, R$ 200 em 30 dias”.

Antes de expor as cifras, o vereador afirmou que “é de direito dele” utilizar as diárias. No entanto questionou sobre o que o prefeito tem feito no município. Brandão acrescentou que, de janeiro até junho, o prefeito, só em viagens, utilizou 3 diárias para Salvador, que somam R$ 2.500; mais 2 viagens para Vitória da Conquista, no mês de fevereiro, com um valor de R$ 700; no total, ele teria gasto, apenas em diárias, R$ 14.200, informou o vereador.

Em seguida, Edilando ironizou ao chamar a primeira-dama Hilda Rejane, até então secretária de Assistência Social, de prefeita, e seguiu afirmando que ela gastou pouco menos que o prefeito, uma quantia exata de R$ 11.150. Somando os dois, o valor chega a R$ 25.350. O pemedebista questiona se o prefeito Éder Jakes estaria preocupado com o povo, e afirma que com esse dinheiro daria para comprar um carro popular.

Edilando aproveitou a sessão para expor a situação que põe em risco a saúde dos moradores do Poço de Areia, comunidade rural de Jussiape. O vereador disse que esteve no povoado nessa semana e constatou que a água que chega às pessoas da localidade não é recomendada para o consumo humano.

O peemedebista, inclusive, trouxe uma amostra da água em um recipiente para exibir na sessão. Brandão afirmou que a água é captada do rio distribuída aos moradores sem tratamento. “Imagine o nosso filho bebendo essa água”, disse.