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Quais eram as tribos indígenas que habitavam o território que atualmente compreende Jussiape?

Utensílios utilizados por índios que habitaram Jussiape Foto: Will Assunção/JUP

Segundo o livro História da Bahia, de Luís Henrique Dias Tavares, publicado em 1963, todo o território da Bahia foi, ao longo dos séculos, povoado pela contribuição de três grupos humanos: o índio, o africano e o europeu. O índio foi o único povo que já se encontrava no território que mais tarde ganharia o nome de Brasil. Enquanto o africano e o europeu foram trazidos (ou vieram) por conta da colonização europeia.

A mistura desses três povos resultou em relações que produziram os tipos: mestiço (africano e português) do mameluco ou caboclo (índio e europeu) e do cafuzo (africano e índio). Tais cruzamentos são responsáveis pela herança genética que compõe o povo brasileiro, assim como a própria formação étnica baiana.

De acordo com cronistas do século 17 e 18, junto à comprovação de testemunhos arqueológicos (sambaquis e inscrições em pedra) é possível chegar à conclusão de que habitavam na região da Chapada Diamantina e, provavelmente no território que atualmente compreende Jussiape, as tribos dos Paiaiás e os Sapoias ou Sapuias.

Segundo o Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, de Francisco de Assis Carvalho Franco, sertanista baiano filho de Marcelino Coelho Bittencourt e sobrinho afim de João Amaro Maciel Parente, como indica na própria publicação, a presença dos colonizadores se deu a princípio nas cabeceiras do rio Paraguaçu.

Já em 1725, o colonizador tinha licença do delegado régio para combater os tupinambás- ou seja, dizimar, matar, extinguir com a mais brutal violência em nome da cobiça por minérios preciosos- que dificultavam o trânsito das minas do rio das Contas para a Bahia, tendo feito enorme mortandade entre os índios e devastando aqueles sertões que antes eram temidos.

Em 1732, muitos bandeirantes prestaram assistência ao sertanista Antônio Veloso da Silva, em sua campanha contra os índios de Jussiape e, logo em seguida, fez explorações nos sertões de Maracás, além de cooperar nas empresas sertanistas do coronel Pedro Barbosa Leal.

É possível encontrar no livro Iacina, de Lindolpho Rocha, publicado em 1907, que as tribos Maracás habitavam em suas tabas na vasta zona compreendida entre o Paraná-assú, Paraná-una e Jussiape onde exerciam “a agricultura, a caça e a pesca na mais feliz abundância”, quando “o mais rancoroso pataxó os deixava gozar em paz os proventos de seus trabalhos e a prodigalidade da natureza”. Aquele povo era tranquilo e sempre utilizava do ócio em dias de paz quando assim, as tribos vizinhas permitiam.

A dança e a ginástica eram presentes quando antecipava grandes movimentos festivos; ficavam animados com os sons dos animais utilizando ferramentas como machados de pedra para um ritual típico do plantio da mandioca, do anali, do amaniú e da pilima.