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“São as pessoas mais prejudicadas, mais indefesas”, diz vereador sobre garis receberem meio salário

O peemedebista José Roberto Foto: Will Assunção/JUP

A revelação feita pelos vereadores José Roberto e Edilando Brandão, ambos da mesma sigla do prefeito, o PMDB, de que os garis da sede de Jussiape recebem meio salário mínimo deu a tônica às declarações polêmicas na Câmara de Vereadores na última sexta-feira (4).

José Roberto questionou o porquê dos garis receberam apenas meio salário. “Eu soube que os garis de Caraguataí ganham um salário. E os garis de Jussiape ganham meio salário. Não tenho nada contra os garis de Caraguataí, porque merecem ganhar um salário. Agora, a pergunta que eu queria dizer ao prefeito é a seguinte: por que pagar meio salário aos garis de Jussiape? [sic]”.

O peemedebista segue afirmando que “pela lei não pode pagar [meio salário]. Eles são umas vítimas, são as pessoas mais prejudicadas, as pessoas mais indefesas. E queria dizer para ele que parasse com essa palhaçada, e pagar aos garis o salário. Aqui são nove garis contratados. A folha de pagamentos dos garis é de R$ 4.500. Se pagar um salário vai para R$ 9 mil. Isso não vai onerar o município, não. Isso é história para boi dormir”.

“Não vem com essa conversa mole, ‘seu eu ter que aumentar o salário eu vou ter que demitir’. E o município vai ficar sem o serviço de limpeza? E o povo que paga imposto? Que paga para a limpeza, como é que fica?”, completa o vereador.

O presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2018. A LDO estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte e orienta a elaboração da lei orçamentária anual. O texto sancionado está publicado na edição desta quarta-feira (9) do Diário Oficial da União.

Uma das definições foi o aumento de 4,5% no salário mínimo, dos R$ 937 deste ano para R$ 979 em 2018.