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O ódio e as fake news que ganharam a internet

Editorial

As notícias sobre os vereadores José Roberto e Edilando Brandão, ambos do PMDB, empresários e figuras da imprensa, incluindo a mim mesmo, mostraram em tempo real como é o processo de fabricação de notícias falsas. Um perfil anônimo no Facebook utiliza passagens reais para construir as mentiras mais absurdas. Apesar de ser uma fraude grosseira, muita gente adicionou o perfil aos seus contatos e reagiu, ajudando a espalhar o ódio destilado na internet.

No ambiente digital, o ódio ganha força rápido e a intenção do responsável pelas fake news é propagar o que há de pior em cada um de nós –mesmo que ainda seja pura invenção. Quanto mais pessoas dialogarem com o conteúdo, mais desordem e fúria ganharão a rede e quem está por detrás do anonimato terá seu objetivo cumprido.

O responsável pelas fake news utiliza a mesma tática dos terroristas da vida real. Atraem a atenção do público para logo em seguida causar o caos. Muitas das notícias falsas publicadas pelo perfil, que muda constantemente de nome, atingem famílias e a dignidade individual de pessoas que têm suas vidas expostas de forma criminosa.

Como editor da Jussi Up, fiz questão de escrever como o ódio e a sua cria mais recente, a fake news, se propagam com uma velocidade incrível na internet e consegue atingir um número enorme de pessoas em pouco tempo. Na reportagem, eu trouxe pensadores importantes do século 20, como Freud e Hanna Adrendt, que nos ajudarão a entender o porquê odiamos tanto. A reportagem será publicada ainda neste sábado (26/8), e esperamos que você sinta o quanto é importante utilizar o seu poder de ação com cautela e lógica.

Grande abraço,
Will Assunção
Editor Chefe