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Antes Edinho, agora doutor Éder

O prefeito-médico Éder Jakes Foto: Will Assunção/JUP

O tom de críticas ao prefeito-médico Éder Jakes não diminuiu na Câmara de Vereadores de Jussiape. Pelo contrário, os vereadores Edilando Brandão e José Roberto, ambos do PMDB, mesma sigla do prefeito, não poupam críticas ao governo Éder.

Antes chamado de Edinho pelo vereador Edilando Brandão, o prefeito Éder, que já foi muito próximo de Brandão, agora é tratado como doutor Éder. Um detalhe que faz toda a diferença para a gramática da política. É evidenciado um aceno de ruptura.

Na última sexta-feira (11), em sessão plenária na Câmara, o vereador Edilando Brandão continuou a endossar duras críticas às atitudes do prefeito em um discurso no qual questionou a aparente falta de interesse de Éder em tratar com maior severidade o retorno do funcionamento da única agência bancária da cidade, fechada em dezembro de 2016.

“Será que o prefeito assinou o abaixo-assinado?”, questiona o peemedebista sobre o documento feito para ser enviado a instâncias superiores do banco. “Se ele não compra nada aqui, imagina assinar um abaixo-assinado”, completa.

Edilando questiona também a atuação de Éder como prefeito. “Um cidadão chamado prefeito que vem [ao município] dois dias na semana. Edilando diz também que é “engraçado como é a primeira vez que, colocando um santo de fora, o milagre não está acontecendo”.

“Se todos nós formos parar para pensar, a cidade está parada. Automaticamente, nós, os nove, acabamos sendo responsáveis por aquilo”, completa. E continua ao dizer que “a Prefeitura, hoje, não investe em nada”.

O vereador expõe o governo Éder de forma crítica ao afirmar que “o que dói agora é uma Prefeitura, [...] de meia dúzia, preparada para o erro”. E pontua que “tudo que é falado e prometido por ele [prefeito], não é feito”. E em um momento do seu discurso o vereador diz que “esse povo desorganizado não está comigo”.

“Eu sou contra essa bagunça, essa baderna”, se referindo ao governo Éder. Edilando afirmou ainda que ele não é o único culpado por eleger o peemedebista prefeito de Jussiape, mas os mais de 4 mil eleitores que escolheram Éder.

O vereador peemedebista sintetiza as escolhas do prefeito ao ironizar que “até um barraqueiro tem que ser de fora, porque os da casa não prestam. [A Prefeitura] não compra uma cibalena aqui”.

Em uma das falas de Edilando, o vereador pelo PMDB ressalta que “aquele vereador que se cala, está traindo o povo”.

“Eu nunca, na minha vida, com 32 anos de idade, iria imaginar que um posto de gasolina, no trevo de Marcolino Moura, ia ganhar uma licitação com o maior preço. Aí quando você vai ver, era parente de quem?”, questiona Brandão.

O peemedebista diz que “só de papel vai ser gasto R$ 160 mil anual”. E classifica a gestão Éder como “um governo ruim, péssimo, é um dos piores que eu já vi”. E segue ao dizer que “tenho uma má notícia para dar: a tendência é piorar”.

Edilando tratou com ironia uma suposta fala de Éder Jakes, em que o prefeito teria dito na Conferência Municipal de Saúde, na terça-feira (8), que o seu papel era “trabalhar, trabalhar, trabalhar”. O vereador afirmou ao inteirar que “trabalha mesmo, no consultório dele, em Livramento”. E completa ao afirmar que supostamente estaria mais para “enganar, enganar, enganar”.

Edilando também alertou para as eleições de 2018, quando os eleitores jussiapenses terão de escolher seus candidatos a deputado federal e estadual. “Deputado está chegando, não caia na balela de que ele vai te ajudar”, disse o vereador.