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Mesmo com a aspereza da vida, Nilzinha Rodrigues contagiava a todos com a sua alegria

Will Assunção

Nilzinha Rodrigues morre aos 67 anos Foto: Will Assunção/Jussi Up Press

A triste notícia da morte de Nilzinha Rodrigues, 67, nos pegou de surpresa na tarde da última segunda-feira (24). Ninguém esperava que alguém tão admirável, como Nilzinha, fosse partir tão cedo e de maneira imprevisível. E é por isso que não é de se estranhar que a cidade vive neste momento um sentimento de luto coletivo em razão da despedida precoce de uma amiga querida.

Nilzinha morreu de repente, após um mal súbito na tarde de ontem, provavelmente após ser acometida por um infarto fulminante. A morte de uma pessoa que suscitava empatia, estimada por quem a conhecia, faz com que soframos, não apenas com a perda em si, mas também com a maneira imprevisível como ela nos deixou.

A perda sentida pela população de modo coletivo pode ser também percebida de forma individual – cada um lamenta neste instante, de um jeito particular, a despedida repentina de uma figura benquista que faz parte do nosso constructo de identidade; ela integra nosso conceito mais singelo dos tradicionais festejos juninos- o que, talvez, traz como ato behaviorista o aroma do quentão-, o sabor da infância encontrado nas suas cocadas maravilhosas e no espontâneo ato de viver.

Guerreira, Nilzinha nos ensinou o quanto a vida pode ser uma batalha difícil, mas necessária. Criou seus filhos e netos com garra, e mesmo com a aspereza da vida, contagiava a todos com a sua alegria. E era uma alegria com a marca do tempo, do sofrimento, do labor e da coragem de vencer as desventuras do seu tempo.

Desde a notícia da sua morte, as muitas manifestações de pesar que veem surgindo confirmam o quanto Nilzinha Rodrigues era querida pela população. Ao mesmo tempo em que nos faz olhar para os nossos vazios interiores e tentar compreender que alguns serão impossíveis de preencher; além de levar a pensar sobre como podemos reorganizar a rotina de modo a viver os dias com mais plenitude. Com os pés no presente.

Ela cumpriu a sua missão com dignidade, ela venceu a vida de todas as formas possíveis, e, para tanto, afirmou, com a própria existência, ser a matriarca de uma família numerosa que agora encontra o desafio de seguir em frente sem a sua mais exímia membro.