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Sem conseguir se locomover, cão agoniza no centro de Jussiape

Cão agoniza na Praça Rodrigo Alves Teixeira Foto: Will Assunção/Jussi Up Press

Um cão agoniza há cerca de uma semana na Praça Rodrigo Alves Teixeira, centro de Jussiape, em frente ao prédio da Câmara Municipal de Vereadores. Segundo populares, o animal, que pôde ter sido vítima de atropelamento ou de maus tratos, teve parcialmente o movimento do corpo comprometido, apesar de conseguir ficar em pé por alguns minutos.

Para moradores e frequentadores da Rodrigo Alves Teixeira, é mais fácil de acreditar que o animal tenha sido vítima de agressão. Muitos relatam que não raramente gatos e cães são envenenados naquela parte da cidade.

Desde a última semana, o cão, que permanece deitado em frente à Câmara, vem recebendo alguns cuidados, após ter sido notado por quem passa pelo local. Dois funcionários de um mercado na praça vêm tratando o animal com medicamentos. Um grupo de jovens também mantém água e alimento próximo ao animal. “Tem uma semana mais ou menos que a gente vem levando água e comida pra ele”, diz uma das jovens que tem cuidado do animal debilitado.

Animal recebe cuidados de pessoas que notaram o animal debilitado Foto: Will Assunção/Jussi Up Press
Um repórter da Jussi Up Press esteve na madrugada deste sábado (27) no local e encontrou o cão ganindo alto e se contorcendo de dor, enquanto mantinha o corpo repousado em um monte de areia. Próximo ao cão havia um recipiente com água e outro com um pouco de ração. Na manhã de hoje, o cão permaneceu no mesmo local.

Na última sexta-feira (26), outro cachorro foi atropelado por um caminhão na Praça Rodrigo Alves Teixeira, próximo ao local onde o cão, tema da reportagem, se encontra, mas, não sobreviveu.

A Prefeitura de Jussiape não dispõe de um programa de castração de cães e gatos, nem possui um canil onde possa abrigar os animais que ficam soltos pela rua.

A Reportagem da Jussi Up Press entrou em contato com a Associação de Proteção aos Animais (APA), em Livramento de Nossa Senhora, cidade vizinha a Jussiape, que informou que no momento não há vagas. A organização explicou que segue sem sede e que nos casos mais graves, os animais ficam em casas de voluntários, quando possível.

A ONG, que ainda está em formação, disse que, se o cão fosse levado até Livramento, poderia receber cuidados veterinários e medicamentos específicos.

Em diversos pontos da cidade, a qualquer hora do dia, é possível se deparar com vários cães, muitos deles sem donos, transitando livremente entre veículos e pedestres.