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O que dizer a um fotógrafo recém-adulto estreante em 2017?

Will Assunção
Direto da Redação
O meu ex-adolê
Embora não exista um consenso que deixe claro quando realmente se inicia a fase adulta de uma pessoa, nós da Jussi Up decidimos ficar com a classificação biológica, que diz que nos tornamos jovens adultos aos 18. É nela que várias mudanças ocorridas na adolescência já se consolidaram, a personalidade já está formada, e as RESPONSABILIDADES aumentam bastante. 

É a partir da maioridade que qualquer um ganha o status de gente grande: agora comprar cigarro ou bebidas alcóolicas, e frequentar boates e grandes concertos musicais, sem precisar recorrer à clandestinidade de ter que andar com uma identidade falsa na carteira, deixa de ser uma aventura e passa a ser uma prática rotineira em nossas vidas. Por outro lado, somos obrigado a votar, respondemos legalmente pelos nossos atos e assinamos a carteira de trabalho como qualquer adulto.

Eu resolvi falar dessa nova condição na vida de um recém-adulto pelo simples fato de que hoje, 22 de maio, temos um aniversariante na Redação da Jussi Up. Gulliver Ribeiro, um dos nossos melhores fotógrafos (e o melhor retratista), inaugura sua fase adulta. Pois é, o nosso caçula cresceu e se tornou um homenzinho o qual nos orgulha muito. Inteligente, criativo, cauteloso e mandão, ele está descobrindo a vida e ganhando o mundo. E, nós, macacos velhos nessa jornada, talvez, só tenhamos a oferecer neste dia especial, além dos calorosos parabéns, algumas das melhores dicas de como aproveitar melhor os anos que virão pela frente. Eis, os nossos mais preciosos conselhos:

03 a 10 anos
Você já não é mais nenhuma criança e nós sabemos disso. Mas, só destacamos a importância dessa idade porque é nela que se aprende com mais facilidade qualquer língua. E, cá para nós, você passou muito bem por ela. Não conhecemos ninguém da sua idade que aplique no dia a dia a norma culta da língua portuguesa com tanta habilidade. Outro fato que nos chama bastante atenção é o de que você costuma pronunciar palavras aportuguesadas em um inglês impecável. Um bom exemplo disso é que, em vez de dizer a-pê-pê para se referir a aplicativo, sai de sua boca éap. Haja orgulho para caber no coração, viu!?

16 a 19 anos
Há quem diga que é nessa idade que o sexo é mais prazeroso. Então, é imperativo o que vem de nós a seguir: USE SEMPRE CAMISINHA, jovenzinho. Ok?  E faça muito, muito sexo enquanto você pode. Ah, e quando não tiver com quem praticar, não se acanhe e use as próprias mãos. Lembre-se, se masturbar faz um bem danado à saúde. “Não despreze a masturbação – é fazer sexo com a pessoa que você mais ama”, já diria Woody Allen.

19 a 20 anos
É nessa fase da vida que processamos melhor as informações e entendemos como funcionam os conceitos que fazem o mundo girar. Portanto, não perca tempo e estude ao máximo que você puder. Conhecimento nunca será demais. Pelo contrário, se você quiser ter um futuro promissor, a chance disso se concretizar será pelo tamanho de seu repertório cultural e enciclopédico.

21 a 22 anos
Pronto para cortar de uma margem à outra o Rio das Contas em época de cheia? Com essa idade, sem ser um fumante, você pode ter a chance de alcançar o seu melhor desempenho nos 100 metros. É isso o que diz uma pesquisa relacionada ao nosso condicionamento físico.

24 a 25 anos
Você se lembra do nome de todas as pessoas de quem já beijou? Aos 24, isso será fácil. É o que diz a ciência. Vamos esperar para constatar, né? Enquanto isso, fique sabendo que é aos 25 que você terá capacidade para resgatar da memória eventos no curto prazo.

27 anos
Nós sabemos o quanto você gosta de correr e que faz isso com certa frequência no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Mas, fique você sabendo que é aos 27 que você poderá concorrer a uma maratona. Isso porque nessa idade seu corpo alcançará a melhor condição estrutural de todos os anos da sua vida.

30 anos
Prepare o coração, lá vem casório. E que quero ser o padrinho. A coisa é séria: estudos apontam que é aos 30 anos o melhor momento para decidir assumir de vez quem você ama e se casar. Daqui até lá você terá uma extensa lista de pessoas que já passaram pela sua vida, mas poucas marcarão tanto quanto esse alguém com quem você deverá passar o resto dos anos da sua vida. É o amor.

32 anos
Sem chance de pagar mico ao encontrar aquele antigo crush de repente. Neste momento da vida você conseguirá se lembrar de rostos que jamais pensou ver novamente. E a coisa não para por aí. Sua memória funcionará tão bem que, bem provavelmente, você poderá se lembrar daquele colega da 5ª série que nem sequer sabia que existia mais.

39 anos
Quando você chegar aqui, já deverá ter se graduado e com pelo menos duas especializações no currículo. Mas, que tal um mestrado e logo depois um doutorado? Aos 39 pode ser o momento propício para publicar uma pesquisa que poderá render o prêmio Nobel. Já pensou?

45 anos
Débito ou crédito? É bem provável que quando você for quarentão estará estabilizado financeiramente e conseguirá alcançar o auge do salário na sua carreira.

65 anos
Passadas todas as crises, o que esse momento da vida reserva para você é o equilíbrio emocional. Você nunca terá tantas emoções positivas quanto nos 65. Ou seja, sem dores de cotovelo ou consciência pesada por ter perdido a chance de estudar fora do país. Mas, isso não quer dizer que você deva desperdiçar nenhuma chance na vida, certo?

70 anos
Se o seu vocabulário já é bom aos 18, imagina aos 70. É que nessa idade, o nosso vocabulário atinge o seu auge. Você se tornará um verdadeiro Aurélio ambulante. Já pensou em escrever um artigo para a Jussi Up sobre suas viagens mundo afora, enquanto saboreia um vinho tinto, em um restaurante na Champs-Élysées, em uma tarde melancólica em Paris?

80 anos
Já no finalzinho das nossas vidas nada mais poderá nos desestabilizar emocionalmente. No auge da maturidade, a velhice também nos reserva coisas boas como a estabilidade emocional e muita sabedoria. É aqui que a vida fará todo sentido. Ou nenhum.

Sem roteiros...
Uma coisa é certa: a vida não precisa de roteiros tão exatos ou inexoráveis. Ninguém tem o controle sobre todos os nossos passos, senão nós mesmos. E, se bobear, podemos tropeçar pelo caminho e nos perder. Viver nunca foi seguro. 

O que nos resta é seguir vivendo dentro de todas as possibilidades cabíveis. Cultivar sempre amizades verdadeiras, sorrir sem medo de ser feliz e gozar da liberdade de ser quem se é. Proteger quem nós escolhemos para ser nossa família e sempre promover uma boa ação sem a vaidade da recompensa. De quebra, a vida se encarrega de todo o resto. 

Na sua estreia, o que eu e toda a Redação desejamos a você é que, como ensejavam os franceses, quebre a perna e muita merda!