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Éder Jakes planeja reabrir Museu de Antiguidade de Jussiape

Onildo Silva diretor e fundador do Museu de Antiguidade de Jussiape Foto: Will Assunção/Jussi Up Press

Sem precisar datas, o prefeito de Jussiape Éder Jakes anunciou durante uma entrevista à Jussi Up Press a intenção de reabrir o Museu de Antiguidade do Senhor Onildo Luz Silva (MASOLS), fechado na gestão do ex-prefeito Gilberto Freitas, em 2015. “Nós queremos reabrir o museu, dá o apoio a quem está lá para que ele possa ter uma estrutura, mostrando que se você esqueceu o seu passado, você não tem como planejar o seu futuro”, disse.

De acordo com Jakes, o museu ainda não foi reaberto por uma simples questão “de gasto; porque o funcionário que vai trabalhar lá, ele vai gerar uma despesa para o município”.

Éder também mencionou uma dívida que a Prefeitura herdou da gestão anterior com os servidores públicos municipais. “Nós temos uma dívida com os funcionários para poder pagar”, pontuou.

O museu fica localizado no prédio do antigo Mercado Municipal, na Praça Rodrigo Alves Teixeira, centro da cidade e seguiu, desde 2013, como uma autarquia da Secretaria de Cultura, Turismo e Meio Ambiente de Jussiape.

ACERVO
Além de peças que compõe o acervo sobre a Segunda Guerra Mundial, originados da primeira metade do século 20, o museu abriga objetos como utensílios e outros instrumentos utilizados por tropeiros que saíam em tropas de Jussiape para cruzar os extremos da Chapada Diamantina, no início do século passado.

A própria história do município está ligada intrinsecamente ao fenômeno das tropas, uma vez que Jussiape foi considerada a cidade do interior do Estado, naquele período, que mais expandiu sua economia baseada no comércio da carne de gado.

Fóssil do acervo do Museu de Antiguidade de Jussiape Foto: Will Assunção/Jussi Up Press

As primeiras peças foram doadas pelo médico Feliciano da Silva Assunção, falecido em 2013, um dos maiores incentivadores da criação do museu, conta Onildo Silva, diretor da instituição.

O museu é composto por um vasto acervo que conta com peças da era pré-colombiana, além de documentos que remontam a chegada dos bandeirantes, quando o garimpo se firmou como primeira atividade econômica no território que hoje compreende Jussiape, no século 18.