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Sem serviços da agência do Banco do Brasil e Correios, Jussiape vive caos


A aposentada Maria da Conceição Santo, 59, há mais de dez dias não consegue pagar os seus boletos. “É preciso pedir a algum amigo para pagar em outra cidade, geralmente Livramento ou Rio de Contas”, conta. Já um pequeno empresário, que não quis ser identificado, afirmou que suas contas estão atrasadas e que não consegue realizar depósito em outro estabelecimento.

Desde que a única agência do Banco do Brasil de Jussiape foi explodida, em dezembro do ano passado, e a população passou a depender exclusivamente da agência dos Correios para efetuar transações, que antes eram feitas pelo Banco do Brasil, a cidade se transformou em um verdadeiro caos. “Não consigo nem sacar a aposentadoria de minha tia”, conta outro cliente.

SEM SERVIÇO
De acordo com um funcionário dos Correios, havia um problema com um equipamento, mas que dentro de poucos dias já seria solucionado, disse após surgirem as primeiras reclamações. Neste mês, clientes que dependiam do atendimento dos Correios continuaram se queixar da longa espera pelo fim dos transtornos e aguardavam o retorno do funcionamento dos serviços.

Atualmente em Jussiape há apenas outros dois postos onde é possível realizar algumas das transações feitas pela agência do Banco do Brasil e Correios. Na Casa Lotérica e no posto de atendimento do Bradesco, ambos no centro da cidade, é possível pagar alguns boletos, sacar e depositar caso a operação seja envolvendo as mesmas instituições financeiras.

LONGAS FILAS
Sem previsão exata para a reabertura da agência do Banco do Brasil, e sem a agência dos Correios operar normalmente, parte da população se vê obrigada a se deslocar até Rio de Contas, município mais próximo de Jussiape, que conta com uma agência do Banco do Brasil. 

Mas, segundo um popular é preciso chegar muito cedo para garantir um lugar na fila. “Tem que chegar cedo para pegar um lugar na fila, porque tem gente de outros lugares também. Piatã, Abaíra, dos povoados da região, tem gente de todo lugar aqui, né?”, alertou.