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A nova face do Centro Histórico de Jussiape

Não de repente, a Praça Rodrigo Alves Teixeira, no centro de Jussiape, na Chapada Diamantina (BA), ganhou uma nova aparência nunca vista desde que o município se emancipou, em 1962. Com a autonomia econômica, baseada na agriculta e, a partir de então, com a conquista da emancipação, a cidade respirou novos estímulos para o próprio crescimento e ganhou inexplorados empreendimentos, além de recolher impostos que seriam destinados diretamente ao município.

Especulação imobiliária altera visual do Centro Histórico de Jussiape Foto: Gulliver Ribeiro/Jussi Up Press

Máquinas e operários transitam pelo que tende a voltar a se tornar o novo centro econômico e financeiro do município. As últimas imagens da praça são de trabalhadores operando um maquinário que ilustra perfeitamente uma mudança no cenário que traz já defasada a arquitetura civil do fim do século 19 e início do século 20.

A demolição de alguns antigos casarios, que vem aumentando há mais de dez anos, dá espaço a novos empreendimentos comerciais que moldam a nova face do Centro Histórico da cidade. Prédios inteiros foram derrubados nos últimos anos para criar novos espaços de negócios.

Em pouco tempo, haverá apenas vestígios do que restou do legado histórico material da praça como o intocável prédio da capela Matriz Nossa Senhora da Saúde, datado da metade do século 19; o antigo Mercado Municipal, que atualmente abriga o Museu Senhor Onildo Luz Silva; a Câmara de Vereadores do município, além de algumas residências que conservaram em bom estado as suas fachadas.

Especulação imobiliária altera visual do Centro Histórico de Jussiape Foto: Will Assunção/Jussi Up Press

FUTURO PRÓXIMO
Dentro de pouco mais de cinco anos, o ápice da mudança na área, que antes era habitada por famílias, chegou a somar mais empreendimentos do que residências. Mercados de pequeno porte, lojas, armarinhos, depósitos de mercadorias, lanchonetes e restaurantes, salão de beleza, clínicas e bares disputam com um número reduzido de habitações o novo espaço no meio da cidade.

Repleto de atividades comerciais, o logradouro foi transformado em uma divisão de pontos de negócios. Alguns dos antigos proprietários já nem residem no município e deixam seus imóveis alugados a empresários, como fonte extra de renda. Outros optaram por transformar a propriedade em um investimento comercial. No entanto a média do capital aplicado nos novos empreendimentos não é possível ser calculada.

Especulação imobiliária altera visual do Centro Histórico de Jussiape Foto: Will Assunção/Jussi Up Press

ECONOMIA
Em contraponto, existe a necessidade do crescimento econômico atrelada a de desenvolvimento, pouco sentida no município. Ao mesmo passo em que qualquer cidade, incluindo Jussiape, precisa crescer, gerar emprego e ter outras fontes de renda; por outro lado, a população também precisa de espaços para praticar esportes, acesso a eventos culturais, lazer, boa educação e saúde.

O equilíbrio entre crescimento e desenvolvimento econômico requer tempo e muito esforço por parte dos políticos, do poder privado e da própria comunidade. A necessidade de leis municipais que reconheçam e protejam o patrimônio cultural material, como a arquitetura civil restante do que já foi o Centro Histórico da cidade é de caráter urgente, ou simplesmente tardio.

O turismo, que está ligado intrinsecamente à história do município, pode contribuir enormemente para a economia, contribuindo para a sustentabilidade local. Embora o crescimento dos negócios esteja em evidência, os índices concretos do crescimento econômico ainda estão muito distantes de trazer resultados cristalizados à cidade.

O verão e o inverno são épocas que oferecem uma demanda favorável ao comércio e ao setor de serviço, mas polarizam em momentos distintos do ano e criam um vácuo entre este longo espaço de tempo.