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EDITORIAL: janeiro de 2017

Editorial
VOCÊ SABIA?
Talvez você não saiba que o consumo diário humano de água em Jussiape é de 400.000 m3, o que soma 12.000.000 m3 em um único mês, segundo dados de 2015 da Embasa. Ou seja, a água que a cidade toda consome para o uso doméstico daria para encher 4.800 piscinas olímpicas. E olha que estamos falando de uma população de pouco mais de 8.000 habitantes, segundo estimativas do IBGE. A Jussi Up Press, em um projeto com estudantes do 3º ano do ensino médio do Colégio Estadual Horácio de Matos de Jussiape, do ano de 2015, produziu um material, com a minha orientação, que traz informações de como anda a água no nosso município, além de dados importantes da crise hídrica que nos afeta anualmente.

A SECA EM JUSSIAPE
Pois é, quem não se lembra da última grande seca em Jussiape em 2014? E da situação emergencial decretada pelas autoridades no município em 2012 e, logo em seguida, como passe de mágica da natureza, a supercheia no ano de 2014 que fez o sistema de abastecimento, às margens do Rio das Contas, transbordar, indo parar nas manchetes de vários veículos, inclusive na tevê, no telejornal de maior audiência do estado?

QUEM DIRIA QUE ATÉ NA TERRA DA GAROA?
A Cantareira, sistema que abastece boa parte do estado de São Paulo, sobreviveu boa parte do tempo com 15,8% de sua capacidade total- o bicho pegou por lá e os paulistanos se viram obrigados a enfrentarem um racionamento rigoroso. Na terra da garoa, bares e outros estabelecimentos foram forçados a fecharem suas portas devido à falta de chuva. A coisa ficou muito séria e parece que só depois de muito tempo o governo se deu conta disso. Apesar de não corrermos o risco de racionamento em Jussiape- isto é, se a mãe natureza seguir o padrão dos últimos anos e for generosa o suficiente para que não soframos com longos anos de estiagem-, a estrutura do nosso sistema de abastecimento é arcaica e a agricultura não possui nenhum tipo de planejamento sustentável. Mas, quem é mesmo o culpado pela falta de água, ou por ela Não existir em abundância? Não basta apenas nos conscientizar, mas colocar um plano eficiente e inteligente em prática já. O quanto antes.

Grande abraço,
Will Assunção
Editor-chefe