Header Ads

LightBlog

Artefatos encontrados na Chapada Diamantina podem pertencer à era Pré-Colombiana

Artefatos encontrados em Caraguataí, distrito de Jussiape (BA) Foto: Lucas Marques/Divulgação

Artefatos encontrados por um comerciante em Caraguataí, distrito de Jussiape, na Chapada Diamantina (BA), próximo ao Rio Água Suja, pode pertencer à era Pré-Cabraliana. A descoberta aconteceu em 2013 e foi divulgada pelo filho do homem que encontrou o artefato histórico.

O filho do comerciante, Lucas Marques, 20, estudante de Engenharia Florestal, foi o responsável pela divulgação do achado. O estudante, que cuida das pedras, acredita que devem existir diversos outros utensílios espalhados pela região. De acordo com o jovem, existem mais artefatos nas mãos de moradores de Caraguataí, que encontrados próximo do distrito ou mesmo pela região. Ele mesmo diz que seus familiares guardam em casa diversos achados, mas que nunca foram analisados por pesquisadores.

OUTROS ACHADOS

Na construção da estrada de pavimentação asfáltica, entre os municípios de Jussiape e Abaíra foram encontrados 28 sítios arqueológicos, a maioria deles identificados como pré-colonial, de antes da chegada dos portugueses ao Brasil. E outros sítios bem típicos da região, como casa de farinha e antigos engenhos.

Todo o material que foi encontrado é estudado por uma equipe da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), sob orientação do professor de Antropologia Joaquim Perfeito.

Não foi possível datar com exatidão ainda os artefatos. Mas por associação a outros sítios que existem no Brasil e na Bahia, existem algumas hipóteses. Há artefatos que foram coletados que podem ser considerados de grupos caçadores coletores, afirma o arqueólogo responsável pela exploração.

Os grupos que fizeram as pinturas rupestres na região usaram esses instrumentos. Há informações de grupos que viveram de 6 a 12 mil anos. “Os artefatos encontrados podem pertencer a uma faixa cronológica que varia entre 6 a 9 mil anos, tendo como base a associação, sem datação absoluta”, completa Alvandir Bezerra, membro do grupo de pesquisas.

Há sítios encontrados datados do século 19, quando houve na região o apogeu da ocupação europeia e a utilização dos engenhos de cana-de-açúcar. Existem também artefatos líticos que podem ser associados a grupos ceramistas. Como, por exemplo, na estrada construída de Rio de Contas a Jussiape, onde foram encontradas urnas funerárias. Os grupos que faziam as urnas também utilizavam as pedras. Eles são datados em cerca de 800 a 1.200 antes do presente. São os Aratus e Tupis.

Foram encontrados 28 sítios com o material lítico em uma distância de 2 km de um sítio para o outro. “A exploração sempre foi realizada às margens da rodovia, tanto no lado direito quanto no lado esquerdo. O que a gente conseguiu identificar no laboratório foram 9 diferentes tipos de ferramentas”, explica o professor de Antropologia da UESB Joaquim Perfeito da Silva.